sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Os sonhos


Os meus sonhos... Os meus sonhos são tão lindos... Eles falam de nós, e dos tempos bons. Eu lembraria de todos, se fosse possível, e viveria um milhão de vezes cada um deles... Te amando em todos (mesmo quando dói, e mesmo quando eu não sei). Quem inventou essa coisa de sonho entende bem disso de amar as coisas impossíveis. Só uma dor pra entender a outra... Só um sofrimento pra inventar um alivio... Sem sombra de dúvida, esse alguém entende tudo de amor.
Que delícia são os meus sonhos... Sonhar com você só não me entristece quando eu acordo porque alegra a minha realidade na esperança (ingênua e pueril) de encontrar o seu amor perdido no meio do caminho. E os seus olhos... Os meus sonhos são bonitos que nem os seus olhos, quando eles se fecham de levinho pra rir. São bonitos que nem as nossas manhãs de domingo e os beijinhos na ponta do nariz. Bonitos iguais as cores da nossa pele, que combinam.
Queria que você entendesse a alegria dos meus sonhos, mas nem que eu explicasse e contasse e dissesse de todos os modos possíveis você entenderia... Você não entende muito essas coisas dos poetas, e do quanto elas estão longe da razão... Ainda assim, eu amo a sua razão que é tão maior que a minha. Também não posso aprendê-la por inteiro, porque é sua. E, por isso, a gente devia se amar... Que nem nos meus sonhos. Pra cuidar um do outro, pra ensinar e pra aprender o que der. Pra ser melhor e ser feliz, sem precisar e com muito querer.

Mas não é assim... E então eu sonho. E tudo está lá... E a realidade é menos sozinha... E você sorri comigo. E eu acordo pensando todos os dias: "Os meus sonhos... Que lindos são os meus sonhos.

As outras



Você pode até achar
Uma ou outra alegria

Em corpos mais bonitos,
Em amores menos doídos

Em sonhos mais baratos,
Em solidões menos sofridas

Em sorrisos mais pintados,
Em liberdades menos divididas

Mas escute o meu silêncio tranquilo
Que te diz:

"Você não vai achar pra amar
Em nenhum outro lugar
A minha poesia."