sábado, 7 de setembro de 2013

Sobre o adeus e o amor





A primeira ideia que me ocorreu foi ligar pro teu telefone e dizer umas palavras doces, que acalmam o meu peito e amansam a tua alma. Talvez assim você entendesse a doçura que a tua presença me traz, e dissesse menos bobagens.
Mas todas as palavras já foram gastas, ou cortadas pelos meus soluços, ou silenciadas pelo seu silêncio. E a doçura parece amarga diante do teu olhar cansado.
E eu escolhi permanecer calada.
A segunda ideia que me o correu foi pintar a nossa historia inteira numa carta imensa, e chorar. Chorar muito. Até encharcar a carta e te afogar na minha dor, pra que você entenda o que a tua ausência me causa. Talvez, assim, voltasse pra casa.
Mas um regresso motivado pela pena ou pela dor não me lembra uma história feliz... E, muito acima de mim mesma, eu sempre te quis feliz.
E eu escolhi deixar as folhas em branco.
A terceira ideia que me ocorreu foi gritar na frente da tua casa. Jogar por debaixo da porta todas as injustiças, e todos os teus erros, e todos os seus desamores. Te ferir com os teus próprios passos e apontar as manchas da sua alma.
Mas você conhece bem os teus passos e as tuas mazelas. E desamor só é crime aos olhos de quem não é amado. Porque, na verdade, não se trata de crime nenhum.
E eu escolhi permanecer em casa.
O última ideia que me ocorreu foi desviar os meus olhos dos seus. Perdoar os teus erros de longe, e seguir como se tudo tivesse acontecido. Foi gravar as historias no meus coração e entender que amanhã não tem você. Talvez assim ouvir o seu nome doesse menos. E os nossos planos seriam apenas poeira no vendaval da minha memória.
E eu escolhi permanecer amando.

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