segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Cinza cor-de-céu

É uma coisa tão melancólica

Esse vento que balança o véu.

Ele dança e ele canta

Pro cinza cor-de-céu.



Eu abaixo a minha cabeça

e me escondo sob o chapéu.

Eu cruzo os meu braços sob as nuves

Que dão cor ao cinza, cor de céu.



Onde eu tinha um coração latente

Hoje eu tenho a lágrima e o fel.

O tempo seca a veia da gente

E pinta tudo de cinza cor-de-céu.



Agora tá tudo vazio.

Não tem samba, nem festa ou farnel.

Foi tudo no peito daquele

Que dava cor ao cinza cor de céu.



E os meu olhos estão vazios de tão cheios

De tristezas de versos de cordel.

Amarelo, azul, vermelho agora é cinza.

Tão cinza quanto o cinza, cor de céu.

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