É uma coisa tão melancólica
Esse vento que balança o véu.
Ele dança e ele canta
Pro cinza cor-de-céu.
Eu abaixo a minha cabeça
e me escondo sob o chapéu.
Eu cruzo os meu braços sob as nuves
Que dão cor ao cinza, cor de céu.
Onde eu tinha um coração latente
Hoje eu tenho a lágrima e o fel.
O tempo seca a veia da gente
E pinta tudo de cinza cor-de-céu.
Agora tá tudo vazio.
Não tem samba, nem festa ou farnel.
Foi tudo no peito daquele
Que dava cor ao cinza cor de céu.
E os meu olhos estão vazios de tão cheios
De tristezas de versos de cordel.
Amarelo, azul, vermelho agora é cinza.
Tão cinza quanto o cinza, cor de céu.
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