Choro sim, o choro que for.
Choro de medo, de raiva, de rancor.
Um choro suave ou um choro sem cor.
Seja como for, eu choro.
Choro por filme, por amor
Ou por soneto,
Por dentro, em segredo eu me derreto
E as vezes até muda, choro.
Dispo-me em lágrimas pra não sobrar nada.
E escorre junto à água,
Esvai-se pelo sal,
Todo o vestígio vivo ou morto de sombra ou de mal.
Cansei de reter-me rota,
E é no transparecer de cada gota,
Que trago uma pureza casta
Ao semblante exausto.
E mesmo que me custe a fama,
Que atire a reputação à lama,
Que me deixe vazia a cama,
Cerro os olhos, sem palco, e choro.
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